sábado, 4 de dezembro de 2010

Vale a pena "perder" estes 10 minutos

Olá olá!
Queremos partilhar convosco os dois vídeos que se seguem sobre a gestão dos recursos naturais do nosso planeta. Ficarão admirados com o mal que todos nós fazemos diariamente e como poderemos fazer-lhe tão bem mudando simplesmente alguns actos.
Apesar de aspirarmos a que toda a gente um dia seja (pelo menos) vegetariano, queremos apenas transmitir que, mesmo que a pessoa não esteja disposta a mudar de uma dieta à base de produtos animais para um regime vegetariano ou vegano, alterar esse hábito pelo menos uma vez por semana já fará muita diferença e o Planeta, os Animais e as Pessoas que o habitam irão ficar-lhe inteiramente gratas.
Não podemos pedir que todos mudem os seus hábitos de um dia para o outro, nem temos a ilusão de que vamos mudar todas as suas mentalidades do mundo, mas onde pudermos chegar, tudo faremos para o conseguir. E é por isso que pedimos uma vez por semana. Um almoço ou um jantar vosso em cada semana pode determinar a sobrevivência das gerações que nos seguirão. Continuando com os comportamentos que temos, o fim estará próximo, mas se consentirmos em largar o egoísmo por momentos e experimentar abrir os horizontes e conhecer novas realidades, podemos todos salvar e mudar o mundo, e torná-lo mais colorido e mais feliz. Se nunca foram a um restaurante vegetariano, podem confiar que, quando o fizerem, sentir-se-ão gastronomicamente muito mais felizes. Palavra de quem frequenta assiduamente o Maus Hábitos!
Agora, vejam o vídeo com atenção, com espírito de quem quer ver e admirem-se com os factos.

Parte 1:




Parte 2:

 


"It's That Simple"


sexta-feira, 26 de novembro de 2010



São minhas, não se assustem. Podem não ser ao gosto de todos, mas a questão não é essa. A questão é que são feitas totalmente em materiais sintéticos. Isto para dizer que, com alguma boa vontade se encontra algo aos nossos gostos ( sim, mesmo aos meus, que são deveras estranhos e peculiares ) que não tenha implicado o sacrifício de nenhum animal. Por isso, não há desculpas. Façam o favor de não comprar/usar peles, seja no calçado, seja no vestuário ou em outros objectos de adorno.

A propósito, se houver algum interessado, são da marca ( inglesa, creio eu )Demonia e foram compradas na Oblivion, Porto, Rua das Flores.
Escrito por Luna Karenine

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Canibalismo em Segundo Grau

Eu li a vida que te prende
Um enredo, bem cedo
Como aquele que não aprende
Em segredo, com medo

E sei de cor o teu lamento
Eu comento, eu comento
Que não há nada em ti por dentro
És puro acobardamento

Sedento de sangue e de veias entupidas
Arrancas a carne com dentadas caninas,
espingardas vazias

Ah! Canibalismo em segundo grau
Minimalismo desparental
D’um mentalismo de cárie mental
Abstraccionismo da gula capital        

Mastigas mentira como se verdade
Por vontade ou vaidade
E perguntas ao padre se é pecado
“(Não!) Nessa idade é sagrado!”


Continuas a trincar a dor por comodidade
À espera da idade que te traga voz grave,
nesta sociedade, de anti-liberdade

Ah! Canibalismo em segundo grau
Minimalismo desparental
D’um mentalismo de cárie mental
Abstraccionismo da gula capital       

Segue os outros, segue os outros
Nessa fé desenfreada
Come os outros, come os outros
P’la cegueira esfomeada

E vens, de tripas na boca,
Dizer-me que sou louca
Que a diferença nada muda
E que a minha voz é nula. Ah!

Não! Não! Não! Não! Não


Ah! Canibalismo em segundo grau
Minimalismo desparental
D’um mentalismo de cárie mental
Abstraccionismo da gula capital 




Escrito e Publicado por Boneca de Trapos

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Lady GaGa é moda de Halloween

"O célebre vestido de carne de Lady GaGa tornou-se a máscara de Halloween mais procurada nos Estados Unidos.

Os talhantes de Nova Iorque têm sido inundados com pedidos para recriar o fato. Lady GaGa estreou o vestido, que terá sido feito a partir de 23 quilos de carne, nos MTV Video Music Awards deste ano.


Bem Turner, dono dos Brooklyn Kitchen, já revelou que os fãs terão de pagar cerca de 2 mil dólares para ter uma réplica do vestido, e que a roupa depressa vai ficar “molhada e muito malcheirosa”."
(Fonte: MYWAY)

 Aqui se vê a influencia do acto desprendido de Lady Gaga ao "desfilar" com um vestido feito de carne, motivando os seus fãs a praticarem a mesma exposição de carne em decomposição, em detrimento do sofrimento animal e demonstrando desrespeito pelo mesmo.

Este capricho de Gaga deu origem à repetição desse mesmo capricho, ignorando completamente a consciência ética de que todos deveríamos ser portadores.

Assim, o fabricar uma máquina para consumo compulsivo, a empresa Gaga não pode esquecer-se das consequências que isso acarreta. Ao ter esta forte notoriedade pública, a sua consciencialização acerca dos seus actos e respectivas repercussões devia também merecer uma atenção reforçada, uma vez que constituem um modelo a seguir para muitos, que não questionam essas atitudes por admirarem a personagem de onde elas provêm.



Publicado por LUNA Karenine e por Boneca de Trapos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Maus Hábitos

Após um ano a estudar no centro do Porto, descobrimos o que de mais agradável a nossa cidade tem para nos oferecer, pelo menos à hora do almoço! : )  Estamos, claro, a falar do Maus Hábitos, espaço de intervenção cultural que, entre muitas outras actividades, prepara almoços vegetarianos deliciosos.

O Maus Hábitos fica situado exactamente em frente ao Coliseu do Porto, no último (4º) andar do Parque de Estacionamento e, a cada dia, serve um prato do dia diferente. Em relação aos Preços: Entrada, Bebida, Prato e Café fica por 6€; se juntarmos a sobremesa dá um total de 8€.

Fica assim a proposta e o conselho sincero para provarem estes pratos saborosos, completos, nutritivos e livres de sangue!  ; )




Escrito por Boneca de Trapos

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lady Gaga e o seu manifesto anti-liberdade




Lady Gaga fez das suas, novamente. A notícia data de há algumas semanas, altura da entrega dos prémios MTV, nos quais a enterteiner ( que também costuma cantar ) apareceu com vestido feito de carne, atitude que já tinha tomado ao posar para uma revista com um biquini feito com o mesmo "material". Várias reacções se seguiram; Lady justificou-se dizendo que pretendia passar a mensagem de que não é um pedaço de carne, o que de facto é coerente: não quer parecer carne, vestiu-se de carne. Quanto a mim, quando vejo a Gaga vestida de carne, a única coisa que vejo é a carne e a podridão que a veste.


Não sei se por defeito ou por inteligência, sempre associei os Artistas à Intelectualidade. Bons tempos, afinal, em que ser Artista era ser compositor e viver na miséria, ser o melhor instrumentista ou vocalista e viver na miséria. Ser Artista era ser pobre, mas ser possuidor de uma alma riquíssima. Agora, ser artista é ser rico e pobre de alma. Afinal de contas, os artistas de hoje descobriram, muito por culpa dos Estados Unidos da América, uma nova arte, a arte de fazer dinheiro, o capitalismo.

Este capitalismo associado aos artistas, toma proporções apocalípticas e dá origem ao capitalismo industrial que, se ainda não se reparou, culmina numa indústria de arte que apenas o aparenta ser, mas que, no fundo, não passa de anti-Arte. Ser artista do capitalismo é estar contra a Arte. Que é como quem diz, ser artista para fazer dinheiro não é ser Artista.

A sua música não parece trazer nada de novo ao mundo do pop industrial, por isso a inteligência desta senhora reside no facto de ter criado uma personagem que não se sabe muito bem se é mulher ou homem, que se veste sempre com trajes futuristas e que tem uma personalidade polémica para conseguir, assim, desviar as atenções da música para uma personagem que se percebe perfeitamente que é fictícia, mas que faz as delícias de quem a considera autêntica e um modelo a seguir.

Com este desfile de carne em decomposição, a empresa Gaga conseguiu mais uma vez o que pretendia e desviou as atenções da sua música e da própria colectânea de prémios que arrecadou nessa noite para a personagem que Stefani Joanne Angelina Germanotta interpreta na vida real, assegurando, assim, um maior cachê e uma maior popularidade. É que ficou com medo que 8 prémios não fossem suficientes para suscitar o falatório em todo o mundo.

A Lady Gaga não é única no que toca a exibicionismo, todos os artistas actualmente gerem a sua carreira dessa forma pois, como referiu Katty Perry em entrevista ao Top+ da RTP aquando da sua vinda a Portugal para o concerto no Pavilhão Atlântico, saber cantar só, já não chega. É necessário criar uma personagem que suporte todo o cenário por detrás das músicas. Ou pela frente.

De qualquer forma, nem sequer se tratou de um golpe comercial de grande originalidade. Para quem não sabe/sabia, ainda Gaga estava a dar os primeiros passinhos, não na música, mas no chão, e já Jana Sterbak, artista plástica, posava vestida de carne como forma de protesto sobre a condição feminina. De qualquer forma, não aprovo mais o comportamento vindo de uma artista plástica do que vindo de uma cantora polémica.

Não quero com isto criticar o vestido propriamente dito, se era bonito ou feio (feio), se lhe ficava bem ou mal (mal )... A atitude tomada é que está em causa e não a questão do estilismo que aparece agora confundido com Arte Contemporânea.  O facto de aclamarmos viver num mundo de liberdade de escolha, de pensamento, de viver a vida da forma como muito bem se entender (mesmo que em muitas situações não seja bem assim), faz com que tenhamos tendência para abusar, em muitos momentos, dessa liberdade que tanto nos custou conquistar. E Lady Gaga é o exemplo mais actual e mediático disso. Já estamos habituados (talvez demasiado) a ouvir a frase "A minha liberdade termina onde começa a liberdade do outro". No entanto, não podemos, de forma alguma, esquecer-nos desta regra básica de convivência, percebendo que não se aplica apenas no mundo humano, mas, antes, na relação de todas as espécies que habitam o planeta. Quando perdemos o respeito pela liberdade dos animais, pomos em risco todo o equilibrio do planeta e aquilo a que queremos chamar liberdade, passa a ser considerado anti-liberdade.

Portanto, não estamos numa de «deita-abaixo» para cima da senhora, simplesmente pela gestão que faz ( ou que fazem ) da sua carreira. Mas quando os comportamentos deixam de ser conscientes, parece-me que estamos a chegar a um momento de grande crise no mundo artístico, em que realmente ser bom não chega, não será, sequer, importante. O necessário é mesmo causar sensação, encher páginas de revista, arranjar forma de entrar no alinhamento dos jornais televisivos, ser, enfim, o maior ( não o melhor ). E para isso tudo serve....

Assim, o que leva este blog a ter um primeiro post acerca deste assunto é, antes de mais, a actualidade do mesmo, evidentemente e, não com menos importância,  alertar para os direitos dos animais que, neste caso, foram negligenciados. Não podemos obrigar todos a partilharem as mesmas opções, mas podemos exigir que, sejam quais forem as que adoptem, as apliquem com consciência. Portanto, usar carne de animais para alimentar pessoas com fome, pode não ser a melhor escolha, pode não ser a única ou a mais saudável, a que mais respeite os direitos dos animais mas, convenhamos, é uma opção que se pode tolerar. Utilizar a mesma carne para exibicionismo público é deitar por terra os esforços de várias associações e instituições para a construção de um mundo melhor e, acima de tudo, um desrespeito intolerável (que deveria ser visto como tal pela lei), pela liberdade dos animais que, quer queiramos quer não, não são inferiores à raça humana em nada. São apenas diferentes e merecem viver, tal como todos nós.

Escrito por Luna Karenine e por Boneca de Trapos